A porn fashion por trás do projeto Inside Flesh

Projeto discute diversas formas de representação do corpo e relações carnais atreladas a moda.

Inside Flesh, projeto desenvolvido através do coletivo  SUKA OFF, tem como idealizador Piotr Wegrzynski, que inicialmente trazia discussões sobre relações carnais com indivíduos usando roupas de couro, passando por frenesis e muitas vezes sofrendo relações sexuais com seus pesadelos.

Suas produções nunca estavam ligadas às produções convencionais, o que não impediu que a mídia e a cena underground rotulassem os filmes como pornográficos, levando Piotr a se aliar a outras vertentes, trazendo o “porn fashion”.

“Há pessoas que, depois de assistir nossos filmes, tentam nos convencer de que, o que fazemos não é pornografia, e sim arte”, disse Sylvia Lajbig, co-criador do Insed Flesh. “Por isso que estamos errados em rotular as nossas obras como pornografia, poque queremos banir isso, do que impor uma carga sobre nós mesmos. Mas como poderíamos rotular um filme de maneira diferente, onde nele existe um ato sexual sendo mostrado detalhadamente? Então por que não poder unir a pornografia e arte? “

A união com a moda vem acontecendo desde 2014 e já trouxe colaboração com designers como Leonard Wong, Creepy Yeha, e Majesty Black. Alguns estrelado pelo casal voguing da moda AyaBambi e emprestaram suas filmagens para exibirem na estreia de Nicola Formichetti, na Diesel.

Sem barreiras para mostrarem sua arte, o coletivo começou a apresentar seus trabalhos em instalações de arte visuais, exposições, galerias e eventos, clubes e festas e também a realizarem performances ao vivo. Embora nenhuma relação sexual tivesse sido realizando nesses lugares, eles foram acusados ​​de fazer pornografia.
Chegaram ao ponto a onde foram processados por supostamente mostrem conteúdo pornográfico para um público menor de idade em um de seus eventos. Apesar inabilidade da acusação de encontrar qualquer evidência de atos ilegais, a dupla acabou sendo rotulada como “pornográfica e escandalosa”.
“Festas e galerias se tornou “imediatamente indisponíveis.” “Nesta situação, decidimos que não temos nada a perder e se nosso trabalho já é rotulado como pornográfico, devemos fazer pornô”, disse Lajbig. 
 Foi criado então, Ergo, um projeto que trata exclusivamente sobre sexualidade e que Wegrzynski caracteriza como: “algo que pode combinar vários tipos de estética, narrações e acima de tudo, que oferece uma abordagem moderna para um filme pornô.” O resultado traz um pornô que rejeita praticamente todos os elementos característicos da maioria da pornografia contemporânea.
 

IF / ROOM 310 / TRAILER from suka off on Vimeo.

fonte: Dazed&Confused

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Estudante de Design de Moda, me encontro nesta área com o fascínio de entender o mercado de moda e os padrões que permeiam a sociedade. Por esse motivo criei a FRANK'S HOUSE mag, site que vem com o próposito de questionar comportamentos rotulados.

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